Doutores, Enfermos e Canhões: uma história médica da Guerra do Paraguai (1864-1870)

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Autoria: Leo Bahiense

Editora: Fino Traço Editora
ISBN:  9788580544978
Páginas: 428
Publicação: 2022  1º Edição
Encadernação: Brochura

Sinopse

Em seu livro, Leo Bahiense conta uma história detalhada da Guerra do Paraguai, através das lancetas, bisturis e teorias médicas. Na narrativa, aprofunda os antecedentes da medicina militar do Brasil, como a formação do corpo de saúde do exército, sem deixar de lado a circulação de conhecimentos e experiências médicas em guerras anteriores. Brinda o leitor com a história política brasileira e regional do século XIX, sem deixar de esmiuçar a guerra em si. O produto final é uma história médica, cirúrgica e sanitária de fôlego.

Em oposição às histórias progressistas da ciência, o autor opta pelas epistemologias do sul e narra dilemas, contradições, conflitos (com os pacientes e entre médicos) e descasos, como na história do Asilo de Inválidos da Pátria. Transita pelas distintas técnicas cirúrgicas, substâncias anestésicas (clorofórmio, sobretudo) e instrumentos usados nas amputações, tendo como pano de fundo o tétano e as gangrenas. Os tipos de hospitais mobilizados na beligerância são analisados também por suas limitações, insalubridades, conflitos de gestão, falta de medicamentos e de pessoal qualificado – muitos estudantes de medicina foram mobilizados. Epidemias agravaram a frente de batalha, especialmente a de cólera que, em 1867, vitimou muitos oficiais e militares de baixa patente.

Diante disso, Leo propôs um “nó neo-hipocrático” que combinou racismo, teorias hipocráticas e miasmas no combate à cólera. Se a contaminação pela água já circulava, a escolha dos médicos por fogueiras – uma estratégia de combate à quadra epidêmica - exemplifica bem a complexidade do período. O autor ressalta ainda a precária alimentação dos soldados e combatentes libertos para relacioná-la às mortes por cólera (papel da menor acidez estomacal) e por beribéri.

Por fim, o leitor é presenteado com uma rica reflexão sobre a de população paraguaia. Finda a última página, nota-se um livro sobre a Guerra da Tríplice Aliança que combina especialização (doutorado na Fiocruz) e erudição com uma interessante crítica de colonial.

Sumário

Agradecimentos

 

Apresentação

 

Prefácio

 

Prólogo

 

Capítulo 1

Lancetas e bisturis em movimento (I)

A dor como espetáculo: o drama de Júlio José das Chagas

Saberes exógenos: arquétipos teóricos dos doutores militares brasileiros

Amputações primitivas ou secundárias?

 

Capítulo 2

Lancetas e bisturis em movimento (II)

Corpos estranhos em organismos vivos

Riachuelo: selvageria em águas platinas

A cirurgia como esfera de negociação e conflito

Anestesia e assepsia

O mundo das gangrenas e do tétano

Ferimentos no rosto e na cabeça

‘Temos negros para isso!’: médicos e o desprezo pelo trabalho manual

O olvidamento dos veteranos

 

Capítulo 3

Em luta contra a agonia: a reforma do corpo de saúde do exército

Medicina e compadrio: a trajetória do dr. Abreu

Os médicos do exército e as grandes epidemias dos anos de 1850

Âncoras sociais: a corporação médico-militar e seus adversários

A campanha pela reforma: projetos e desafios

 

Capítulo 4

Nó neo-hipocrático: hospitais militares nacionais em cenários conflagrados

Tipologias hospitalares

Império da desordem: corrupção e insalubridade nos estabelecimentos médico-militares

Nascimento e morte dos hospitais militares

Estética da comoção: hospitais de sangue, ambulâncias e a batalha de esteiro Bellaco

 

Capítulo 5

Microconflitualidades: médicos militares, oficiais de combate e outros personagens

Major Lima e seus desafetos

Major Detsi e seus desafetos

Gramática do desamparo: dr. Vieira, microconflitos e ressentimentos

Estudantes sob fogo

Guerra de palavras: médicos, enfermeiros e demais contendores

Angelicais enfermeiras

Outras microconflitualidades: o caso dos farmacêuticos

 

Capítulo 6

Fortuna infausta: epidemias, voluntários da pátria e a Retirada da Laguna

Invasão ao Mato Grosso

Intempéries, fome, deserções

O beribéri e seus enigmas

A cor da morte é azul: a cólera no sertão

“Cenas de desumanidade”: o mal de Ganges em Corrientes

O pássaro da morte voa para Corrientes

Tramas do desvivido

A tragédia da população correntina

Boatos, tensões, conspirações

Cólera asiática, cólera inglesa e coléricos de pele preta

 

Epílogo

 

Fontes e Bibliografia

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