Organização: Ana Paula Sampaio Caldeira; Débora Dias; Douglas Attila Marcelino
ISBN: 9788580546378
Páginas: 295
Publicação: 2024 / 2ª Edição
Formato: PDF
Sinopse
Esta coletânea de estudos aborda formas diversas de uso do passado, particularmente no que concerne à sua constituição como passado histórico. Ressaltando a historicidade das práticas relativas à memória histórica, seus artigos partem de um recorte espacial ampliado, que ultrapassa a fronteira brasileira e engloba pesquisas sobre Portugal e sobre países africanos (ou acerca das relações entre eles).
“A escrita da história em rotas atlânticas II: cultura escrita, intercâmbios intelectuais e leituras do passado é uma notável contribuição que, tal como seu primeiro volume, visa não apenas preencher uma lacuna historiográfica, mas também remediar insuficiências comunicativas desta já longa travessia entre Brasil e Portugal.
Destarte, abre o livro uma importante apresentação da pena dos organizadores, Ana Paula Sampaio Caldeira, Débora Dias e Douglas Attila Marcelino. Nela, além do detalhamento do plano da obra, encontram-se reflexões teóricas e metodológicas que explicitam as principais orientações do projeto. Entre elas, destacam-se, sob meu ponto de vista, duas considerações de natureza epistemológica: a primeira, que compõe o próprio título do prólogo, é a noção de história da historiografia, entendida como campo de pesquisa que não se limita a catalogar autores e obras, mas que parte de problemas historiográficos, que se definem como modos de reconstituição e busca de entendimento de diferentes regimes de historicidade.
Esse modo de tratar tudo o que envolve a produção do conhecimento histórico (especialmente as formas de sua representação entre as quais se sobressaem o potencial e limites da escrita da história) correlaciona-se fortemente à segunda consideração que se depreende do texto de abertura: uma reflexão sobre a teoria da história. Nesta obra coletiva a meditação acerca da condição histórica não é apenas um recurso retórico para encobrir dados empíricos de antemão definidos, mas sim uma abordagem que aprecia as incertezas e limitações do ser humano em sua própria finitude. A teoria da história subentendida aqui busca, dessa maneira, abordar as situações existenciais que permitem que a história aconteça.”
Temístocles Cezar/UFRGS
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